Audiodescrição e inteligência artificial
acessibilidade na comunicação científica
DOI:
https://doi.org/10.60144/v7i.2026.209Palavras-chave:
Pessoas com deficiência visual, Audiodescrição, Inteligência artificial, Comunicação científica, Acessibilidade para pessoas com deficiência visualResumo
Objetivo: Analisar o uso da Inteligência Artificial, especificamente modelos de linguagem generativa, na elaboração de audiodescrições de imagens em textos acadêmicos, à luz dos princípios da acessibilidade informacional. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa. Foram selecionadas imagens comumente utilizadas na comunicação científica e as audiodescrições geradas por Inteligência Artificial foram avaliadas com base nos critérios de audiodescrição propostos pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), considerando aspectos como objetividade, relevância informacional, organização semiótica, adequação da linguagem e mediação comunicacional. Resultados: Os resultados demonstram que a Inteligência Artificial apresenta potencial significativo como ferramenta de apoio à produção de audiodescrições, especialmente na identificação de elementos visuais, organização espacial e descrição de cores e detalhes. Entretanto, a análise comparativa revelou limitações relacionadas ao excesso de informações, à presença de julgamentos implícitos e à ausência de sinalizadores de acessibilidade, evidenciando fragilidades que podem comprometer a qualidade da mediação informacional. Conclusão: Conclui-se que o uso ético e crítico da Inteligência Artificial pode contribuir para o fortalecimento de práticas inclusivas em bibliotecas, repositórios e plataformas acadêmicas. Contudo, sua utilização deve ser orientada por critérios normativos de acessibilidade e acompanhada por mediação humana qualificada, de modo a assegurar descrições mais precisas, inclusivas e alinhadas aos princípios da justiça informacional.
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